quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Entidade quer suspensão da privatização das rodovias BR 324 e 116


A entidade feirense denominada Comitê sobre Assuntos Relacionados com o Trânsito (CSARTRAN) ingressa nesta quarta-feira (11), na presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) com um pedido de embargo do leilão das rodovias BR 324 e 116.

Segundo Hamilton Morais Leal, presidente do Comitê, não houve nenhum tipo de consulta popular sobre a privatização das BRs e, além disso, não existe qualquer justificativa sobre a destinação dos recursos que seriam obtidos com o pagamento do pedágio.

Morais também questiona a ausência de informações sobre vias alternativas que deveriam ser disponibilizadas para os motoristas que optassem por não utilizar as rodovias leiloadas. "Não respeitaram Feira de Santana, nem as pessoas que trafegam pela 324 e pela 116. Nosso direito de ir e vir está sendo ferido", afirmou.

A CSARTRAN argumentou no documento que será encaminhado ao TJ, a existência de outras decisões judiciais que suspenderam leilões da mesma modalidade, no interior do Rio Grande do Sul e na cidade paranaense de Cascavel.
O LEILÃO
O consórcio Rodobahia foi o vencedor do leilão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a recuperação e exploração de pedágios nas BRs 324 e 116, realizado no dia 21 de janeiro, na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa).

Formado pelas empresas Engevix, Isolux-Corsan (espanhola) e Encalso, o consórcio apresentou a menor tarifa de pedágio, no valor de R$2,21, o que representa deságio de 21% em relação à tarifa-teto, de R$2,80.

Os investimentos em obras e serviços previstos para todo o período de concessão são da ordem de R$1,9 bilhão, sendo que R$68 milhões deverão ser investidos antes mesmo do início da cobrança da tarifa de pedágio.
Fonte: FSOnline

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